terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Da felicidade...


Todos vivem dizendo, "eu só quero ser feliz" e vivem buscando essa tal de felicidade. Uma vez ao fazer um desejo de aniversário, no momento de apagar as velhinhas alguém virou pra mim e disse "vai pedir pra ser feliz, ter vários filhinhos, uma casa grande" e riu.


Bom, acho que eu era muito nova pra pensar em ter filhos e casa, mas eu ia realmente pedir pra ser feliz, e ao dizer isso pensei que tal vontade era uma estupidez! Ora, tão previsível, tão superficial.


Engraçado que a partir daí nunca mais pedi isso assim, tão objetivo. Pedia pra que eu alcançasse certas vontades, colocava metas para atingir. Mas, se pararmos pra pensar, por trás de tudo isso o que está mesmo? A nossa vontade de ser feliz.


Não anseamos para alcançar o fundo do poço! Mesmo no pior dos momentos de nossa vida, na maior das depressões, acho que a vontade é de sair dessa situação, e é preciso força pra isso. Não é fácil ouvir não tantas vezes, a vida é isso, dói também.


Colhendo as coisas que construimos na vida, se forem boas, se trouxerem significado, amor, paz para nós, veremos então que alcançaremos essa tal de felicidade. E na maioria das vezes ela chega sem dar aviso! Acostumamos a notícias ruins, a histórias tristes que quando tudo caminha bem, passa um pouco despercibido. Mas isso não é ruim, não percebê-la, porque para os que notam e se acorvadam de perdê-la, a felicidade se torna muito breve. O ideal é saber, e continuar vivendo, e aproveitando, porque um dia ela vai passar, tudo passa.


Tiremos portanto, o máximo que a felicidade nos ofereça! Ter dentro de nós os mais puros sentimentos, a vontade de fazer o bem, de estar bem. Ter a mente limpa e sã, ter a auto crítica de saber quando não nos comportamos bem, quando não fazemos o bem. Porque quando estamos bem, na maioria das vezes você irradia isso para os que estão à sua volta e, nada melhor do que uma casa, uma relação em harmonia.


Claro que, isso é felicidade pra mim. E é o que se passa comigo atualmente. Não que esteja a perfeição que eu descrevi acima, mas quero caminhar pra isso! Sou feliz, e não tenho medo que essa fase acabe porque eu quero aproveitá-la muito bem.


E pra você, o que é felicidade? Você é feliz?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Está enganado quem acha que a maconha é liberado na Holanda!


Siim! Sim salabim! Se você achava isso, assim como eu também, está equivocadíssimo!

A maconha é uma droga ilícita na Holanda sim, e prevista como tal na constituição do país. O que o governo holandês fez, foi uma jogada de mestre, se assim posso dizer.

Todos os países entraram em consenso desde o início do século XX sobre as mais diversas substâncias que seriam ilegais em seus territórios. Pode-se dizer que esse é o direito internacional mais bem sucedido, já que a adesão é quase total, e a atenção também. O que ocorreu na Holanda foi o seguinte: havia um grande problema com relação à heroína. Uma pessoa em busca da maconha, a droga ilícita mais usada no mundo, iria até a boca de fumo e ao comprá-la, encontrava também todas as outras e muitas das vezes o "vendedor" oferecia preços especiais para essas outras substâncias. Assim ao procurar a maconha, a pessoa consequentemente entrava em contato principalmente com a heróina, muito usada na Europa.

Para isso foi decidido que a pessoa poderia fumar maconha que seria vendida LEGALMENTE em coffee shop´s (cafés e tabacarias eu acho) de 5g apenas, aos maiores de 21 anos e não poderia sair daquele ambiente. Alguém que fosse pego com maconha na rua era preso por posse de droga normalmente. Acontece que a polícia também não fiscaliza com grande afinco isso, o que praticamente faz com que a maconha seja legalizada nas ruas. E essa atitude da polícia é quase que proposital, e se um dia a polícia não tiver nada pra fazer e também estiver com recursos sobrando nos cofres que haverá algum tipo de fiscalização mais dura. Ou seja, nunca. O que acontece com a Holanda é só receber um cartinha todo ano da ONU, e ignorá-la.

E adivinha o que aconteceu? O consumo de heróina baixou consideravelmente.

Então porque não legalizar? Bom, primeiro, a própria Holanda pensa em voltar a proibir a venda mesmo em cofee shops, sendo que vários já foram fechados. Porque? Ora, não é interesse do governo que a população use drogas, a medida anteriormente feita fora uma saída para um problema maior ainda. Será que legalizar pra depois voltar atrás seria a melhor opção? Teria que ser regulada pelo Estado onde seria os postos de venda, e a quantidade a ser vendida.

Outra questão a se pensar é, que a droga lícita mais consumida pela população, o álcool, é a maior causa de morte e de problemas para a saúde pública. Então porque ter mais outra comercializada que poderia gerar mais ônus ao Estado? Aliás, não só ao Estado, podendo trazer problema à segurança de todos não é? O álcool já traz todas essas discussões...

Eu fico bem dividida quanto à essa história de legalização. E você?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Alguém disse que o blog será o futuro do jornalismo, e de certa forma tenho que concordar. Hoje a internet não dá espaço para a notícia em jornais impressos e televisivos, pois tudo é em tempo real e acelerado. Fica a cargo desses meios mais convencionais, a reportagem mais trabalhada, fazendo uma crítica da situação ou uma entrevista com as partes relacionadas. Mesmo assim, tais reportagens ficam sujeitas à censura desses meios de comunicação que passam uma imagem da situação como querem. Quantas vezes nós ouvimos que a Globo ajudou o Collor nas eleições de 89? E o apoio descarado ao Fernando Henrique nas seguidas eleições? E a Record que defende as ações da Igreja Universal? E a Veja com suas opiniões explícitas em cada capa?

Não sou ingênua de pensar que o jornalismo seja neutro e imparcial sempre, eu mesma estou aqui tentando passar a minha opinião para você que poderá ler o que escrevo mas, tento ao máximo praticar a neutralidade de forma mais correta. Cito a frase (tão clichê)de Rui Barbosa que foi um grande jurista brasileiro que me ajudou muito a entender o caminho que deve ser seguido nesse assunto e em tantos outros: “A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam” pois “tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real.”

Voltando portanto ao papel do blog, sinto que se torne a forma mais democrática de jornalismo, tendo em vista que qualquer um pode escrever. Como qualquer inovação (ou seria invenção?), traz consigo além de vantagens, problemas também, afinal qualquer idéia maluca pode ser divulgada, trazendo apologia a diversos assuntos, assim como a internet permite facilidade em obter informações, conhecimento e rapidez nas comunicações, há também por outro lado contato com pornografia, pedofilia entre outras coisas...

Frear ou acelerar? Eu fico com a velocidade constante.